Liderança técnica: Time de Product Design
resultado:
Estruturei e liderei um time de UX designers do zero: criamos cultura, processo e um Playbook que tornou o design centrado no usuário visível e defensável para toda a empresa.
Quando organizar o trabalho se torna parte do trabalho de design
Durante 9 meses, assumi a liderança técnica de um time de UX composto majoritariamente por profissionais juniores, em um ambiente remoto e com diferentes níveis de experiência.
Mais do que coordenar pessoas, meu papel foi estruturar processos, organizar conhecimento e criar condições para que UX tivesse uma atuação mais consistente dentro da empresa.
O trabalho criou uma base para padronizar práticas, comunicar o valor de UX e implementar processos de forma gradual nos times.
01 · Contexto e desafio
O problema não estava apenas nas entregas. Estava na forma como UX trabalhava.
O time tinha profissionais com habilidades diferentes e diferentes níveis de experiência. Com a saída do coordenador de UX, assumi a responsabilidade pelo grupo.
O desafio não era simplesmente distribuir tarefas, era criar uma forma mais consistente de trabalhar, tornar o conhecimento acessível e ajudar a organização a entender onde UX contribuía para o produto.
02 · O problema
UX existia, mas seus processos ainda não estavam estruturados. Havia três desafios principais:
Conhecimento disperso
Ferramentas, práticas e métodos faziam parte da rotina, mas não estavam organizados em uma estrutura comum.
Comunicação
Conceitos de UX precisavam ser traduzidos para diferentes áreas da organização, tornando o valor do design compreensível para pessoas que não trabalhavam diretamente com a disciplina.
Consistência
Sem processos e critérios compartilhados, cada profissional poderia conduzir seu trabalho de uma maneira diferente.
O desafio
Como transformar conhecimento individual em uma prática compartilhada pelo time?
03 · Meu papel
Liderança como consequência da atuação
Eu não entrei nesse projeto para exercer uma função de gestão tradicional. Minha atuação surgiu da necessidade de organizar problemas que estavam afetando o trabalho do time. Assumi a coordenação técnica e passei a atuar em três frentes:
04 · Diagnóstico
Antes de criar processos, precisávamos entender onde estavam os atritos.
Utilizamos o Miro para mapear desafios, práticas e oportunidades de melhoria.
A análise revelou que o problema não era falta de ferramentas.
Era falta de organização e contexto compartilhado sobre como e quando utilizá-las.

05 · Resultados
Liderança como consequência da atuação
Eu não entrei nesse projeto para exercer uma função de gestão tradicional. Minha atuação surgiu da necessidade de organizar problemas que estavam afetando o trabalho do time. Assumi a coordenação técnica e passei a atuar em três frentes:
06 · Liderança pelo exemplo
Eu não precisei estar acima do time para liderar o trabalho. Minha liderança aconteceu principalmente através da prática.
- Organizando problemas;
- Documentando decisões;
- Compartilhando conhecimento;
- Facilitando discussões;
- Criando ferramentas; e
- Colocando estrutura onde havia ambiguidade.
A liderança apareceu como consequência da responsabilidade assumida sobre o problema, não apenas da posição ocupada.
06 · Aprendizados
Design também é criar as condições para que outras pessoas consigam fazer design.
Essa experiência me mostrou que maturidade de UX não depende apenas da qualidade individual dos designers.
Ela depende de:
- processos claros;
- conhecimento compartilhado;
- comunicação eficiente; e
- espaço para colaboração.
Quando essas condições existem, o designer deixa de ser apenas executor e passa a contribuir para a forma como a organização pensa, decide e constrói produtos.
COMO ESTRUTURAR UX PARA ESCALAR
Como organizamos processos, conhecimento e práticas para fortalecer a atuação de UX.
