Liderança técnica: Time de Product Design
resultado:
Estruturei e liderei um time de UX designers do zero: criamos cultura, processo e um Playbook que tornou o design centrado no usuário visível e defensável para toda a empresa.
01 · Contexto e desafio
Assumi a liderança técnica do time de UX após a saída do coordenador anterior. O time era formado majoritariamente por profissionais juniores, operando em ambiente 100% remoto, sem processos documentados e sem linguagem comum sobre o que era UX — nem dentro do time, nem para o restante da empresa.
O desafio não era técnico. Era estrutural: criar as condições para que um time diverso e distribuído entregasse trabalho consistente, defende suas decisões e crescesse profissionalmente.
02 · Meu papel
Assumi a liderança técnica com autonomia para redefinir processos, criar documentação e representar o time nas discussões estratégicas com outras áreas. Meu foco foi duplo: desenvolver pessoas e tornar o UX visível para a organização.
03 · Processo
Diagnóstico inicial Utilizei Miro para mapear os principais pontos de atrito nos processos do time: falta de padronização nas entregas, ausência de critérios compartilhados de qualidade e dificuldade de comunicar valor do UX para stakeholders não-designers.
Construção de base A primeira ação foi articular claramente a missão do time de UX — não como um enunciado de valores, mas como uma declaração operacional: o que fazemos, para quem, e como sabemos que estamos indo bem. Isso virou o ponto de partida para todas as outras iniciativas.
Simplificação e comunicação O time trabalhou para traduzir conceitos de UX em linguagem acessível para outras áreas. Criamos materiais de capacitação e apresentações que tornavam o valor do design centrado no usuário concreto para PMs, devs e negócio.
Criação do Playbook Documentamos as melhores práticas, fluxos de trabalho, ferramentas e metodologias em um Playbook de UX — o primeiro da empresa. O documento foi implementado em times selecionados, monitorado e ajustado iterativamente.
04 · Decisões-chave

1. Definir missão antes de processo Sem clareza sobre para que o time existia, qualquer processo seria arbitrário. A missão alinhada com os objetivos da empresa tornou cada decisão de processo justificável e cada entregável conectado a um impacto real.
2. Documentar para crescer, não para controlar O Playbook não foi criado para engessar o trabalho — foi criado para reduzir a curva de aprendizado de novos membros e garantir que o conhecimento não dependesse de pessoas específicas. Isso tornou o time mais resiliente.
3. Priorizar comunicação sobre execução Com designers juniores, o gargalo não era a qualidade técnica das telas — era a capacidade de defender decisões de design. Investi em desenvolver essa habilidade no time antes de qualquer otimização de processo.
05 · Resultados
Quantitativos:
- Playbook de UX implementado em múltiplos times da empresa
- Time de [X] designers liderado durante 9 meses com entregas contínuas em ambiente remoto
Qualitativos:
- UX passou a ter representação nas discussões estratégicas da empresa
- Designers juniores com linguagem e critérios compartilhados — entregas mais consistentes
- Cultura de documentação instalada: conhecimento registrado e acessível
- Processos de UX integrados aos fluxos de desenvolvimento das equipes
06 · Aprendizados
Liderar um time técnico em ambiente remoto exigiu que eu tornasse o invisível visível — processos, critérios de qualidade, decisões de design. Aprendi que a documentação não é burocracia: é a infraestrutura que permite um time crescer sem depender de uma única pessoa.
