Liderança técnica: Time de Product Design

Allied UX Tech Lead / Líder Técnica de UX
Setor: Logística e consultoria
Time: 6 designers (maioria juniores) · Ambiente 100% remoto
Duração: 9 meses
Ferramentas: Miro · Notion · Figma · apresentações de capacitação
resultado:

Estruturei e liderei um time de UX designers do zero: criamos cultura, processo e um Playbook que tornou o design centrado no usuário visível e defensável para toda a empresa.

01 · Contexto e desafio

Assumi a liderança técnica do time de UX após a saída do coordenador anterior. O time era formado majoritariamente por profissionais juniores, operando em ambiente 100% remoto, sem processos documentados e sem linguagem comum sobre o que era UX — nem dentro do time, nem para o restante da empresa.

O desafio não era técnico. Era estrutural: criar as condições para que um time diverso e distribuído entregasse trabalho consistente, defende suas decisões e crescesse profissionalmente.

02 · Meu papel

Assumi a liderança técnica com autonomia para redefinir processos, criar documentação e representar o time nas discussões estratégicas com outras áreas. Meu foco foi duplo: desenvolver pessoas e tornar o UX visível para a organização.

03 · Processo

Diagnóstico inicial Utilizei Miro para mapear os principais pontos de atrito nos processos do time: falta de padronização nas entregas, ausência de critérios compartilhados de qualidade e dificuldade de comunicar valor do UX para stakeholders não-designers.

Construção de base A primeira ação foi articular claramente a missão do time de UX — não como um enunciado de valores, mas como uma declaração operacional: o que fazemos, para quem, e como sabemos que estamos indo bem. Isso virou o ponto de partida para todas as outras iniciativas.

Simplificação e comunicação O time trabalhou para traduzir conceitos de UX em linguagem acessível para outras áreas. Criamos materiais de capacitação e apresentações que tornavam o valor do design centrado no usuário concreto para PMs, devs e negócio.

Criação do Playbook Documentamos as melhores práticas, fluxos de trabalho, ferramentas e metodologias em um Playbook de UX — o primeiro da empresa. O documento foi implementado em times selecionados, monitorado e ajustado iterativamente.

04 · Decisões-chave

1. Definir missão antes de processo Sem clareza sobre para que o time existia, qualquer processo seria arbitrário. A missão alinhada com os objetivos da empresa tornou cada decisão de processo justificável e cada entregável conectado a um impacto real.

2. Documentar para crescer, não para controlar O Playbook não foi criado para engessar o trabalho — foi criado para reduzir a curva de aprendizado de novos membros e garantir que o conhecimento não dependesse de pessoas específicas. Isso tornou o time mais resiliente.

3. Priorizar comunicação sobre execução Com designers juniores, o gargalo não era a qualidade técnica das telas — era a capacidade de defender decisões de design. Investi em desenvolver essa habilidade no time antes de qualquer otimização de processo.

05 · Resultados

Quantitativos:

  • Playbook de UX implementado em múltiplos times da empresa
  • Time de [X] designers liderado durante 9 meses com entregas contínuas em ambiente remoto

Qualitativos:

  • UX passou a ter representação nas discussões estratégicas da empresa
  • Designers juniores com linguagem e critérios compartilhados — entregas mais consistentes
  • Cultura de documentação instalada: conhecimento registrado e acessível
  • Processos de UX integrados aos fluxos de desenvolvimento das equipes

06 · Aprendizados

Liderar um time técnico em ambiente remoto exigiu que eu tornasse o invisível visível — processos, critérios de qualidade, decisões de design. Aprendi que a documentação não é burocracia: é a infraestrutura que permite um time crescer sem depender de uma única pessoa.

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