Como transformar um complexo sistema de gestão B2B em uma experiência integrada, capaz de conectar pessoas, produtos, estoque e compras em um único ecossistema?
resultado:
Concepção e construção da experiência de um novo ecossistema digital integrado para gestão de produtos, pessoas e estoque, incorporando uma experiência de e-commerce para compra de materiais dentro da própria plataforma.
Meu trabalho concentrou-se na validação e tradução dos fluxos previamente estruturados pela equipe de produto em experiências digitais concretas, passando por arquitetura de interface, fluxos, wireframes, protótipos, UI e componentes.
01 · Contexto
A Sonepar precisava evoluir sua experiência digital para atender empresas que dependem de uma operação complexa de gestão de materiais.
O desafio envolvia muito mais do que criar uma nova interface.
Era necessário construir uma experiência integrada na qual diferentes necessidades pudessem coexistir dentro do mesmo ecossistema:
- gestão de produtos;
- gestão de pessoas;
- controle de estoque;
- consulta de materiais;
- operações relacionadas aos produtos;
- e compra de materiais diretamente pelo sistema.
Na prática, isso significava incorporar uma experiência de e-commerce dentro de um sistema de gestão empresarial.
E esse é um ponto importante do projeto: não estávamos simplesmente criando um e-commerce.
Estávamos criando uma camada de compra dentro de uma plataforma cujo objetivo principal era gerenciar toda a operação de produtos e materiais das empresas atendidas pela Sonepar.
02 · O problema
O projeto era de grande escala e envolvia a reconstrução de um sistema completamente integrado.
Quando entrei no projeto, a etapa de investigação e definição estratégica já havia sido conduzida pela equipe de produto da Design Squad, uma frente da ART IT comercializada separadamente.
Os principais fluxos e ferramentas que comporiam o produto já haviam sido estruturados, e meu papel começou em outro ponto da cadeia: transformar essa estrutura em uma experiência de produto clara, consistente e utilizável.
Isso exigia validar os fluxos existentes antes de materializá-los em interface e, principalmente, entender como diferentes partes do ecossistema se conectariam.
03 · Meu papel
Eu não participei da etapa inicial de discovery e investigação.
A pesquisa, definição do problema e estruturação inicial dos fluxos foram realizadas pela equipe de produto responsável pelo discovery.
Entrei posteriormente como Product Designer, trabalhando principalmente na:
- validação dos fluxos previamente estruturados;
- detalhamento das jornadas;
- construção da arquitetura de interface;
- prototipação;
- UI;
- definição e aplicação de componentes;
- consistência entre diferentes áreas do produto;
- evolução das telas para alta fidelidade;
- alinhamento da solução com desenvolvimento e demais stakeholders.
Isso mostra uma coisa importante sobre sua atuação: você sabe entrar em diferentes momentos do ciclo de produto e assumir a responsabilidade de design a partir do ponto em que o projeto se encontra.
04 · Arquitetura da experiência
O desafio central estava na própria natureza do produto: um sistema de gestão tradicional e um e-commerce possuem lógicas diferentes.
O projeto precisava fazer essas duas lógicas coexistirem. A compra não poderia parecer uma experiência isolada. Ela precisava fazer parte de um ecossistema maior.
Embora os fluxos principais já estivessem definidos quando entrei no projeto, eles não eram tratados como algo intocável.
Antes de construir as telas, fiz a análise e validação necessária para entender se aquela estrutura realmente se traduzia em uma experiência coerente. O raciocínio era:
um fluxo pode estar tecnicamente correto e ainda assim produzir uma experiência ruim.
Por isso, antes de partir para UI, analisei:
- sequência das etapas;
- hierarquia das informações;
- relação entre ações;
- estados necessários;
- pontos de decisão;
- dependências entre funcionalidades;
- consistência entre diferentes áreas do sistema.
Esse trabalho serviu como ponte entre a estratégia de produto já definida e a experiência que seria efetivamente construída.
Design System
Aqui eu colocaria bastante peso no portfólio, se de fato você trabalhou diretamente com os componentes.
Em um projeto dessa dimensão, componentes não são apenas uma preocupação estética.
Eles são uma ferramenta para controlar a complexidade.
A criação e aplicação consistente de padrões ajudou a estabelecer uma linguagem comum entre diferentes partes do produto.
Isso permitiu trabalhar:
- componentes reutilizáveis;
- estados;
- hierarquia;
- padrões de interação;
- consistência entre telas;
- escalabilidade da interface.

